Para quebrar um pouco o clima de politicamente correto do meu último post (risos), vamos falar de música.
Quer coisa melhor do que falar de música? É um dos assuntos mais gostosos de se falar, aproxima pessoas, muda-se estados de espírito. Qualquer coisa coloca-se umas músicas no seu playlist e seja feliz.
A tempo eu queria fazer esse post. Vou enumerar alguns dos discos que não vivo sem, são músicas que despertam o desejo de ouvir sempre, que me trazem algo de alguma forma, que marcaram e continuam marcando sempre.
“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.” - Arthur Schopenhauer.
A ordem que vou usar, não é a de preferência.
Gotye- Like Drawing Blood: é um disco delicioso, as faixas vão me empolgando a cada término e começo de outra, a forma em que a banda do cantor australiano usa a bateria é contagiante, sem falar na voz do próprio. Vale muito o disco, sempre me vejo dando um repeating nas faixas, principalmente na “heart’s a mess”.
Interpol- Turn on the Bright Lights: amo esse cd. A forma em que em que a banda usa a guitarra é demais, e claro a voz do Paul, deixa a gente todo babão. Tem duas faixas que eu venero, são elas: “untitled” e “say hello to the angles”. Simplesmente um dos melhores cds de rock da atualidade.
Kings of Leon- Only by The Night: o primeiro cd que ouvi deles gostei pouco, mas esse, eu vibrei muito. Vai me ganhando faixa a faixa, até que chega na “closer” e pronto, me deixa todo feliz, e pra melhorar as coisas, a seguinte é melhor ainda, a “cold desert”, que tem um solo de guitarra magistral. Mas, não para por aí, tem as faixas “manhattan” e “sex on fire” que são uma delícia, além da letra mostrar maturidade dos músicos.
Björk- Post: bom é difícil escolher um cd da minha querida como preferido, mas, o Post é o que eu não vejo problema em ouvi-lo inteirinho e tem a faixa “isobel” que por amor de Deus, foi a primeira música da Björk que chegou até mim, tem o disco Debut que ouço muito também.
Sigur Rós- Agaetis Byrjun e Takk: escolhi dois discos do grupo, porque, sacanagem né?! É muita coisa pra gostar de apenas um disco. O Agaetis me ganha já na introdução da primeira faixa, a forma que os músicos trabalham os arranjos das músicas me deixa cheio de questionamentos, a banda chegou onde toda a banda do gênero deve chegar? Mas, o Takk pra mim é o melhor. São um dos arranjos mais lindo que se tem notícias no mundo da música alternativa. A delicadeza, a voz falsete do vocalista em algumas faixas é de me deixar de queixo caído.
Ouço muito as pessoas dizerem que as músicas do Sigur são muito paradas. Sério, não entendo essa gente quando diz “música parada”.
Marisa Monte- Memórias, Crônicas e Declarações de Amor: é um dos discos mais delicado da cantora. A Marisa ao meu ver tem umas das vozes mais doce e afinado do mundo. Todas as faixas são uma delícia de ouvir.
Cat Power- You are Free: apesar de gostar muito da Cat cantando jazz e uma das minhas faixas preferidas não estar nesse disco [“the greatest”], esse é um dos discos que mais gosto e ouço, é uma fase bem romântica da cantora. As músicas são um deleite, foi aí que me apaixonei por Cat Power. Recuso-me a acreditar que ela vem ao Brasil e eu não vou poder vê-la. :/
Radiohead- The Bends: pô, eu adoro tudo que o radiohead faz, mas, esse disco foi o que me chegou primeiro. Foi com a faixa “fake plastic trees”, que eu descobri a banda que hoje é uma das minhas preferidas. Adjetivar radiohead eu não sei se é fácil ou difícil. Fácil por eu gostar tanto e difícil por não ter nem como adjetivar de tão perfeita que a banda é. :)
Miles Davis- Kind of Blue: é de uma mágia e sicronização do Miles com os seus músicos, que kind of blue se tornou o meu café da manhã.
P.S.: tem o meu Chico Buarque que merece um post só pra ele, mas isso, em breve.
Mostrando postagens com marcador cadê à criança que existiu em você?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cadê à criança que existiu em você?. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 27 de maio de 2009
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Caiu um príncipe em minha vida.
Quando começamos a ler o pequeno príncipe, logo deparamos com as mensagens e assuntos que se encaixam perfeitamente com o nosso cotidiano. Concluímos o quanto deixamos de lado um mundo belo e inocente que um dia existiu em nós. Agora se ele existe ainda em você, conserve.
Ao perguntar aos amigos sobre o pequeno, alguns respondem que a história é linda e que entenderam as mensagens que nela há, mas outros falam que mal conseguem passar das primeiras páginas, aí então fico triste, pois este perdeu o belo e o inocente que havia nele.
Eu estava orgulhoso de lhe comunicar que eu voava. Então ele exclamou:
- Como? Tu caíste do céu?
É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba o toalete de manhã, começa com cuidado a fazer o toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução.
- Que quer dizer “cativar”? Disse o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços”.
Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... E eu creio que ela me cativou...
Ele riu mais uma vez.
- E quando te houveres consolo (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres como amigo. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir”. E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem.
Ao perguntar aos amigos sobre o pequeno, alguns respondem que a história é linda e que entenderam as mensagens que nela há, mas outros falam que mal conseguem passar das primeiras páginas, aí então fico triste, pois este perdeu o belo e o inocente que havia nele.
Eu estava orgulhoso de lhe comunicar que eu voava. Então ele exclamou:
- Como? Tu caíste do céu?
É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba o toalete de manhã, começa com cuidado a fazer o toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução.
- Que quer dizer “cativar”? Disse o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços”.
Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... E eu creio que ela me cativou...
Ele riu mais uma vez.
- E quando te houveres consolo (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres como amigo. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir”. E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem.
Esta é, para mim, a mais bela paisagem do mundo, e também a mais triste. Foi aqui que o principezinho apareceu na terra, e desapareceu depois.
Olhem atentamente a paisagem para que estejam certos de reconhecê-la, se viajarem um dia a África, através do deserto. E se acontecer passarem por ali, eu lhes suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde quando interrogam, adivinharão quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste: escrevam-me depressa que ele voltou...
trechos do livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint- Exupéry
Assinar:
Postagens (Atom)