terça-feira, 4 de janeiro de 2011

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O que esperar de um novo ano? Novos planos, novos livros, músicas e filmes? Emprego novo? Sempre a mesmas "ladainhas".

Porém, o melhor mesmo é a semana que antecede a virada do ano. Parece que o mundo conspira a favor. As cidades ficam cheias, pessoas de sacolas nas mãos, olhos brilhando, rodoviárias e aeroportos lotados de amor, saudade, encontros, despedidas, ansiedade...

Mas na verdade não há muito que esperar de 2011 não. Ele já nasceu velho, já nasceu querendo 2012. Esperamos tanto a chegada do ano novo, pra logo começarmos a reclamar dele e a clamar para que o próximo venha o mais rápido que puder.
Não queremos o presente, sempre alimentamos maravilhas pro futuro, e quando esse futuro é presente, novamente queremos o futuro.

Somos borboletas de um jardim, só[s][?].

Contentamos com pouco, com pouco do tanto que nos é dado.
Ficamos embrulhados dentro de casa, não gostamos dos nossos trabalhos, mas, a sobrevivência nos faz permanecer escravos deles.
Cultivamos amizades online e odiamos aqueles que comem e dormem na mesma casa que a gente. Somos pratos cheios pra uma sociedade imunda e imbecil.

Não espere muito de 2011. Espere muito mais de você. Exija mais de você. Olhe mais pros lados.

sábado, 20 de novembro de 2010

Apocalipse 21.4

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor..."

happyshire

a grandiosidade do eu superou a dos eus.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Samson

Ele nem ousou em perguntar, raspou toda a cabeleira que antes roçava os ombros quando se abraçavam.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

lúdico

nem um grão de areia vai me tirar de onde estou.

domingo, 1 de agosto de 2010

Porto

Eu não vim até aqui pra isso, eu não sou daqui, eu não pertenço a esse mundo. Saber que é uma personagem de uma terra estranha. Um estrangeiro sem pátria. Um morador sem casa. Não saber de onde é, e nem pra onde voltar.

O sentimento é que dá nó em tudo, devia ser como um animal irracional que apenas vive o que é pra viver. Sem se enroscar, sem parar pra pensar, sem se atormentar, sem se preocupar com o ontem o hoje e o amanhã.
E se não dermos mais bola pro sentimento, e se apenas vivermos o que somente é pra viver.
Esperar a mercê do tempo das horas dos dias, até o fim de tudo.
Andar por ai como um cigano, apenas com a sede de beber, e com a fome de comer.
Não ligar pra conquistas, vitórias, derrotas e globalização dos eus dos és.
O que és?
Não és nada além de um pedaço de matéria suspensa no ar.

Para porcaria do que fomos, do que somos, e do que estamos nos tornando.

Hello stranger.

moonshine

não imagina o que tinha mais além, quebrando à esquerda. maior que tudo e que todos.