O que esperar de um novo ano? Novos planos, novos livros, músicas e filmes? Emprego novo? Sempre a mesmas "ladainhas".
Porém, o melhor mesmo é a semana que antecede a virada do ano. Parece que o mundo conspira a favor. As cidades ficam cheias, pessoas de sacolas nas mãos, olhos brilhando, rodoviárias e aeroportos lotados de amor, saudade, encontros, despedidas, ansiedade...
Mas na verdade não há muito que esperar de 2011 não. Ele já nasceu velho, já nasceu querendo 2012. Esperamos tanto a chegada do ano novo, pra logo começarmos a reclamar dele e a clamar para que o próximo venha o mais rápido que puder.
Não queremos o presente, sempre alimentamos maravilhas pro futuro, e quando esse futuro é presente, novamente queremos o futuro.
Somos borboletas de um jardim, só[s][?].
Contentamos com pouco, com pouco do tanto que nos é dado.
Ficamos embrulhados dentro de casa, não gostamos dos nossos trabalhos, mas, a sobrevivência nos faz permanecer escravos deles.
Cultivamos amizades online e odiamos aqueles que comem e dormem na mesma casa que a gente. Somos pratos cheios pra uma sociedade imunda e imbecil.
Não espere muito de 2011. Espere muito mais de você. Exija mais de você. Olhe mais pros lados.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
sábado, 20 de novembro de 2010
Apocalipse 21.4
“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor..."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Samson
Ele nem ousou em perguntar, raspou toda a cabeleira que antes roçava os ombros quando se abraçavam.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Porto
Eu não vim até aqui pra isso, eu não sou daqui, eu não pertenço a esse mundo. Saber que é uma personagem de uma terra estranha. Um estrangeiro sem pátria. Um morador sem casa. Não saber de onde é, e nem pra onde voltar.
O sentimento é que dá nó em tudo, devia ser como um animal irracional que apenas vive o que é pra viver. Sem se enroscar, sem parar pra pensar, sem se atormentar, sem se preocupar com o ontem o hoje e o amanhã.
E se não dermos mais bola pro sentimento, e se apenas vivermos o que somente é pra viver.
Esperar a mercê do tempo das horas dos dias, até o fim de tudo.
Andar por ai como um cigano, apenas com a sede de beber, e com a fome de comer.
Não ligar pra conquistas, vitórias, derrotas e globalização dos eus dos és.
O que és?
Não és nada além de um pedaço de matéria suspensa no ar.
Para porcaria do que fomos, do que somos, e do que estamos nos tornando.
Hello stranger.
O sentimento é que dá nó em tudo, devia ser como um animal irracional que apenas vive o que é pra viver. Sem se enroscar, sem parar pra pensar, sem se atormentar, sem se preocupar com o ontem o hoje e o amanhã.
E se não dermos mais bola pro sentimento, e se apenas vivermos o que somente é pra viver.
Esperar a mercê do tempo das horas dos dias, até o fim de tudo.
Andar por ai como um cigano, apenas com a sede de beber, e com a fome de comer.
Não ligar pra conquistas, vitórias, derrotas e globalização dos eus dos és.
O que és?
Não és nada além de um pedaço de matéria suspensa no ar.
Para porcaria do que fomos, do que somos, e do que estamos nos tornando.
Hello stranger.
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