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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Playground para gente grande.


“Nossas artes foram instituídas, e seus tipos e usos fixados, num momento bem diferente do nosso, por pessoas cujo poder de ação sobre as coisas era insignificante perto do que temos hoje. Mas o surpreendente crescimento de nossos meios, a maleabilidade e precisão que alcançam, as idéias e hábitos que introduzem nos garantem mudanças próximas e profundas na antiga indústria do Belo”.

Palavras de Paul Valéry em A conquista da Ubiqüidade [com trema?]


Imagine você vai a uma exposição de artes plásticas e se depara com um escorregador no meio do salão? E esse escorregador não é ele para ficar só exposto não, e sim para o seu bel prazer, usar e se divertir.
Essa é a mais nova idéia do curador Ivo Mesquita da 28ª Bienal de São Paulo, que trouxe esse trabalho belíssimo do artista plástico belga Carsten Höller para a nova exposição. É a arte evoluindo, onde antes você via de longe e sem poder tocar, hoje você pode interagir com ela.
Pelo que ando acompanhando, a Bienal desse ano está com essa e outras grandes novidades que irá fazer com que o público sinta realmente a arte.
O Ivo quer com isso trazer mais o cidadão comum para dentro dos museus, tirar a imagem fria que muitos tem quando se fala em “visitar um museu”, e ele foi feliz com isso, de nada vale a obra se o povo não interage com ela, pouco ou nada sabe sobre.
Somos felizes em nos ver em uma obra de arte, e arte está aí, para ser vista e hoje corrigindo, interagida.

Onde e Quando 28ª Bienal de São Paulo — Em Vivo Contato. Fundação Bienal (Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera, portão 3, São Paulo, SP, tel. 0++/11/5576-7600). De 26/10 a 6/12. De 3ª a dom., das 10h às 22h. Grátis.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Rugas [parte 2]

Bom, que sou um doido, louco e cheio de manias, todos os meus amigos já sabem. A minha mais nova “doidisse” foi implicar com os corações que tem no lat.fm, tipos, quando temos uma música que gostamos muito, vamos na página do last e adicionamos a faixa como nossa favorita e logo em seguida aparece um coração, muito meigo por sinal, mas aconteceu que eu impliquei com o coração. E olha, eu nem tinha muitas faixas como favorita, eram no máximo umas quarenta, tem usuários do last que tem mais de duzentos.
Não sei o que fazer com essas manias que tenho, sofro muito com digitais nos moveis, não só em casa, mas na casa dos outros também, não posso ver marcas de mãos neles que me dá nervos.
Meus amigos e eu jogamos cartas, e nesse jogo tem que colocar uma toalha na mesa para que as cartas não deslizem, e acredite, não posso ver a toalha sobrando muito para o meu lado e nem para o outro, ela tem que estar com os lados iguais. Chinelos, tênis, objetos num modo geral no chão do meu quarto me deixa “fudido” da vida, sofás desalinhados, quadros tortos, pia de louça parecendo república de jovens porcos, NÃO DÁ MESMO.
Ah, o resultado dos corações foi que de quarenta que tinha por lá, reduziu para dezesseis .
Devo deixar meus amigos e família querendo me matar. (risos).

Estou muito viciado em Peter Bjorn and John, as músicas deles andam falando de um modo especial comigo, a voz do Peter é perfeita demais, as batidas das canções são originais e despojadas, são três faixas que mais me tocam no coração, são elas: money, objects of my affection e far away, by my side, cara, são músicas perfeitas demais. O interessante em mim é que tenho fases de ouvir uma banda ou músico sem parar, mas sempre acabo voltando em meus vícios, que são: Björk, Radiohead e agora Peter B. and John.