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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cartilha da boa amizade

Para se ter bons amigos e bons relacionamentos!

Cá entre nós, não é legal numa conversa, você perguntar a um amigo se ele assistiu o último lançamento do David Lynch, e ele disser que não, e você virar e dizer, “ainda não assistiu?” Perceba, nesse tom “ainda” já o intimidou, criando uma distância entre você e ele, você poderia dizer assim, “recomendo, o filme me chamou muita atenção”. Isso é ser elegante.

Numa roda de amigo, quando chega alguém novo, seja amistoso, não fique com medo, ele não vai roubar atenção, por ser novo, abra a roda e o convide-o para a conversa.

Também é importante, não queira uma amizade só para você, reparta, temos que saber repartir, isso é saudável. O interessante é a soma, e não a divisão de pequenos.

Não seja arrogante, dizendo ser o sabichão e tendo atitudes de um, isso só irá afastar amigos, você tem que ser natural e discreto, bonito são os acontecimentos saírem naturais e não forçados pelo sabichão, querendo mostrar a todos que é uma internet ambulante.

Saiba o seu lugar, é importante agir na hora certa, não falar quando não deve, não interromper, na maioria das vezes as pessoas interrompidas num papo, fica passiva, e quando dá por si, só você fala. Tenha jogo de cintura.

Saiba dividir, é claro que tem certas coisas que são somente seu, mas, quando repartimos, a nossa vida tende a seguir uma direção mais saudável.

Numa conversa, pratique isso: olha no olho, não se mexer muito (pode parecer impaciente, e deixar o amigo, desconfortável.), deixe o amigo completar as frases, e se ele fala muito alto, comece a baixar o seu tom, assim ele irá notar e seguirá você. Não sente longe, não fique longe, tenha uma boa aproximação, isso só cria os laços da amizade duradoura. Se alguém falar “mal” do seu amigo, certifique-se que seja verdade. Não jogue palavras ao vento.

Seja, verdadeiro, simpático e atencioso e o mais importante, se retire quando é para se retirar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

perder a mostra de cinema de São Paulo, não pode!


Eu já fiquei desgostoso com a semana pelo motivo de não poder ir na 32ª mostra de cinema de São Paulo, tentei fazer com que a semana fosse livre e eu pudesse ir pelo menos dois dias na grande São Paulo e selecionar alguns filmes que era importante ver, mas nem um dia eu pude ter pra mim mesmo quem me dera dois.
É ridículo o tempo que gastamos com coisas que não são para o nosso próprio benefício, é claro que o trabalho é para fins ganharmos dinheiro para si próprio, mas será que é preciso ficar mais de seis horas num lugar fazendo coisas para terceiros? E o tempo para você, qual é ele e o que você tem para o seu prazer? São perguntas que devemos começar a fazer, temos que melhor lidar com esse negócio que é o tempo, pois um dia ele irá ser maligno conosco.
É mágico acompanhar uma mostra de cinema, a idéia de sair do seu mundo de rotina e passar horas e horas na sala de projeção, nas filas, sentar numa mesa de bar ou padaria e ver as programações e a qual se encaixa com você, com o seu gosto, aí que coisa mais deliciosa, escrevendo esse texto agora, tenho vontade de chorar.
Hoje é o último dia da mostra, e passaram por lá grandes nomes do cinema mundial, o legal [e o chato, também] delas, é que os filmes que são exibidos por lá, normalmente não chegam nas grandes salas de exibições do país e às vezes nem vai parar nas prateleiras das locadoras que você tem o hábito de freqüentar. E mais, na maioria, são filmes alternativos vindos de paises tão distantes, mas tão distantes.
Bom, não adianta de nada ficar chorando o leite derramado. Resta-me procurar pra baixar os filmes que certamente não virá com facilidade em minhas mãos.

sábado, 25 de outubro de 2008

ipod shuffle: da avenida armando salles à marginal mario covas

Voltei a caminhar, bom, tem sido ótimo, fazia tempo que não caminhava. E com esse calor insuportável não dá mesmo para ficar muito tempo dentro de casa, então “bora” caminhar. Pedi para mamãe lavar minha roupa de caminhada, dei um jeito em meu tênis, e fazem duas semanas que já caminho.
Meus amigos sabendo disso, me pediram se podiam caminhar comigo, fui sincero, prefiro caminhar sozinho, disse, pois é um momento da gente, né?! Eu adoro esses momentos em que só está eu com eu mesmo.
Pego meu antigo ipod shuffle e boto as minhas favoritas lá e curto uma caminhada ouvindo as músicas, bom, caminho uma hora por dia, então eu estive percebendo uma coisa, uma hora de caminhada dá aproximadamente para se ouvir um cd inteiro, mas no ipod eu coloco uma seleção de minhas favoritas, a lista de hoje estava: Cat Power, Poe, Metric, Björk, The Last Shadow Puppets, Portishead, PBJ, Les Chansons d'Amour e entre outros. Mas, uma hora de caminhada, não dá para ouvir todas que coloquei, o que me deixa muito triste, então o ipod shuffle tem um “sisteminha” super bacana, você aciona um botão e esse faz com que as músicas toquem aleatórias, então você fica na expectativa de qual música vira, uma sensação deliciosa.
Está sendo tão bom caminhar, deixar um pouco de lado o quarto, a casa da gente. Passamos tanto tempo infurnados neles, que esquecemos do quanto é bom à vida lá fora.
Meus amigos numa mesa de bar esses dias conversando sobre isso, lançaram uma. Disseram que não duraria um mês eu caminhando, isso foi um incentivo para eu continuar a caminhada e mostrar a eles, o quanto estão errados. :D

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Playground para gente grande.


“Nossas artes foram instituídas, e seus tipos e usos fixados, num momento bem diferente do nosso, por pessoas cujo poder de ação sobre as coisas era insignificante perto do que temos hoje. Mas o surpreendente crescimento de nossos meios, a maleabilidade e precisão que alcançam, as idéias e hábitos que introduzem nos garantem mudanças próximas e profundas na antiga indústria do Belo”.

Palavras de Paul Valéry em A conquista da Ubiqüidade [com trema?]


Imagine você vai a uma exposição de artes plásticas e se depara com um escorregador no meio do salão? E esse escorregador não é ele para ficar só exposto não, e sim para o seu bel prazer, usar e se divertir.
Essa é a mais nova idéia do curador Ivo Mesquita da 28ª Bienal de São Paulo, que trouxe esse trabalho belíssimo do artista plástico belga Carsten Höller para a nova exposição. É a arte evoluindo, onde antes você via de longe e sem poder tocar, hoje você pode interagir com ela.
Pelo que ando acompanhando, a Bienal desse ano está com essa e outras grandes novidades que irá fazer com que o público sinta realmente a arte.
O Ivo quer com isso trazer mais o cidadão comum para dentro dos museus, tirar a imagem fria que muitos tem quando se fala em “visitar um museu”, e ele foi feliz com isso, de nada vale a obra se o povo não interage com ela, pouco ou nada sabe sobre.
Somos felizes em nos ver em uma obra de arte, e arte está aí, para ser vista e hoje corrigindo, interagida.

Onde e Quando 28ª Bienal de São Paulo — Em Vivo Contato. Fundação Bienal (Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera, portão 3, São Paulo, SP, tel. 0++/11/5576-7600). De 26/10 a 6/12. De 3ª a dom., das 10h às 22h. Grátis.