sábado, 5 de dezembro de 2009

Onde não Há mar.

De longe avistou o clarão do mar, parou diante da imensidão azul e contemplou. Quantas lendas haviam no desaguar das ondas? Andou sobre as areias brancas como imaginara em seus sonhos, o sol forte deixando a pela clara rosada, aos poucos foi se chegando um pouco tímido nas águas, ou eram elas que vinham ao seu encontro toda sem vergonha... Foi quando o sonho deixou de ser sonho para se tornar realidade.
Brincava nas águas novas do mar sem fim, com um gostinho gostoso de sal sobre seus lábios que muito o lembrava o sal de outras recordações.
Pulou as várias ondas que permitiu por ele dado, mergulhou e ficou tempo lá no pequeno fundo como se conversasse numa intimidade agora que só ele entendia com as águas da sua realidade.

E como se soubesse que aquilo não o pertencia, saiu das águas lendárias dos seus sonhos e sem deixar que seu olhar se voltasse para trás, seguiu o seu velho caminho.

Há saudade.

7 comentários:

Passageiro disse...

que lindo.

Diego U. Garcia disse...

Por isso e por outras que tenho orgulho de ser você.
Lindo.

Vinicius Mariano disse...

Sempre há saudade. é #tenso :(

Parabéns pelo dom, MUAH.

Charlie DeLarge disse...

tenho um amigo poeta!

Rafael Duarte disse...

muito lindo (:

Bruna disse...

*.*

Gustavo disse...

você tem o dom da escrita.