segunda-feira, 24 de novembro de 2008

novembro, 2008.

Bom mesmo é (re)ler.

Reler um livro, para mim é ótimo, relendo Mrs. Dalloway, encontrei algumas coisas que na primeira vez eu não havia encontrado, a releitura, nos faz dar uma nova analisada na obra, pois a empolgação e situação, são outras. Assim como é com os filmes, na primeira vez em que assistimos, estamos com a empolgação da estréia, então algumas situações deste nos passa despercebido, já na outras vezes em que assistimos, conseguimos com mais calma sentir o filme.
Mrs. Dalloway é um livro impar, Virginia usou de recursos contemporâneo na grande obra. Uma das frases que mais me encanta é a do início do livro. “Mrs. Dalloway disse que ela própria ia comprar flores”. A partir dessa frase, Clarissa começa uma aventura pela Londres de sua época, e toda a sua experiência nessa sua saída será usado na obra inteira, o livro é uma delícia.
Junto com o livro de Virginia, estou lendo As memórias do Livro, de Geraldine Brooks. Estou no início, mas pelo que ouvi e pelo começo da história, o livro promete. O enredo é a descoberta do livro Hagadá de Saravejo, e uma curadora famosa é chamada para analisar o manuscrito.
Assim que terminar esses, quero ler a nova tradução do livro Os irmãos Karamázov, de Dostoéviski, já o tenho em mãos, mas esperarei uma oportunidade melhor para lê-lo.


Noël, 1975.

Descobri por meio de um amigo, um filme maravilhoso, C.R.A.Z.Y.. Desde o nome até os créditos finais, o filme é maravilhoso. É a história de um patriarca francês durão, que se depara com a necessidade de se modernizar sem querer por causa dos cinco filhos que tem, mas a história se concentra mais no quarto filho deste.
De nome Zac, o menino já nasceu especial, por ter tido complicações no parto, e ter quase morrido, sua mãe colocou na cabeça dele e de toda a família que Zac tinha um dom. Mas, o que tem um foco na história de Zac, são as questões de sua sexualidade, que desde criança o a tormenta. O filme é lindo, denso e que nos faz querer ver sempre. Não é legal passar aqui todo o enredo do filme, o interessante, é assistir mesmo.
A trilha sonora de C.R.A.Z.Y. é uma história à parte, Zac, é apaixonado por David Bowie, e chega até imitá-lo, o que causa conflitos entre seus irmãos. Por aí dá pra se ver que o filme é ótimo.
Aliás, C.R.A.Z.Y. é as iniciais do nome dos cinco garotos, e também tema musical do filme, que sempre em momentos “chave” toca Crazy, de Patsy Cline.


Radiohead.

Estou em êxtase com a idéia da minha querida banda estar vindo no início do ano para o Brasil. Se isso se confirmar estarei lá, sim senhor. Estou viciado em repeating, todas as músicas que ouço, dá aquela vontade de ouvir mais vezes. Tem sido assim com a música Bodysnatchers, essa música me domina total.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

radioheadoasiscoldplay


imagem de início de semana! radioheadoasiscoldplay

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

e assim começa mais um país.

Um país começa da vista de um navegador, ao longe em seu barco. Um país começa em seu porto.
Um país se constrói dentro de casa, um país se transforma na escola.
Onde as palavras são para serem ouvidas, obedecidas e refletidas, elas são abandonadas na grande sala, onde uma pessoa é para ser respeitada, ela é maltratada.
Onde uma criança é para ter uma infância simples, porém, regadas de cuidados essências, a infância lhe é roubada.
Onde um jovem é para ter nas mãos livros, ele tem armas.
Um país se inicia com um pequeno passo. Um país prospera com mãos cheias de livros.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cartilha da boa amizade

Para se ter bons amigos e bons relacionamentos!

Cá entre nós, não é legal numa conversa, você perguntar a um amigo se ele assistiu o último lançamento do David Lynch, e ele disser que não, e você virar e dizer, “ainda não assistiu?” Perceba, nesse tom “ainda” já o intimidou, criando uma distância entre você e ele, você poderia dizer assim, “recomendo, o filme me chamou muita atenção”. Isso é ser elegante.

Numa roda de amigo, quando chega alguém novo, seja amistoso, não fique com medo, ele não vai roubar atenção, por ser novo, abra a roda e o convide-o para a conversa.

Também é importante, não queira uma amizade só para você, reparta, temos que saber repartir, isso é saudável. O interessante é a soma, e não a divisão de pequenos.

Não seja arrogante, dizendo ser o sabichão e tendo atitudes de um, isso só irá afastar amigos, você tem que ser natural e discreto, bonito são os acontecimentos saírem naturais e não forçados pelo sabichão, querendo mostrar a todos que é uma internet ambulante.

Saiba o seu lugar, é importante agir na hora certa, não falar quando não deve, não interromper, na maioria das vezes as pessoas interrompidas num papo, fica passiva, e quando dá por si, só você fala. Tenha jogo de cintura.

Saiba dividir, é claro que tem certas coisas que são somente seu, mas, quando repartimos, a nossa vida tende a seguir uma direção mais saudável.

Numa conversa, pratique isso: olha no olho, não se mexer muito (pode parecer impaciente, e deixar o amigo, desconfortável.), deixe o amigo completar as frases, e se ele fala muito alto, comece a baixar o seu tom, assim ele irá notar e seguirá você. Não sente longe, não fique longe, tenha uma boa aproximação, isso só cria os laços da amizade duradoura. Se alguém falar “mal” do seu amigo, certifique-se que seja verdade. Não jogue palavras ao vento.

Seja, verdadeiro, simpático e atencioso e o mais importante, se retire quando é para se retirar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

bom para recordar

Sabe aqueles cheiros que fazem com que você se recorde de momentos felizes e tristes, também, de sua vida? Aquele cheiro de terra molhada, que faz com que você se lembre da infância, ou aquele cheiro de bolo quase no ponto, que faz lembrar os dias em que você após as aulas parava na casa da vovó e comia bolo quente com café em companhia dela.
Aquele cheirinho meio ruim sabe? Mas que adora, pois faz você se lembrar do seu cãozinho que não está mais entre você.
Aquele cheiro de bebê, aquele cheiro de janta da mamãe, em fim de tarde, fazendo com que a casa fique iluminada e aconchegante.
Sabe aquele encontro inesquecível? Com aquela pessoa maravilhosa, e vocês se tocaram tanto, que o cheiro dele ficou em seu moletom e você não o lava desde então, numa noite quando a saudade bate, vai até o lugar onde se encontra o moletom pega-o, leva de encontro ao nariz, e aquele momento em que você viveu com a aquela pessoa, volta com tudo como uma bela recordação.
O seu cheiro, que de longe os seus, o identifica.
O cheiro. É pessoal, que registra um momento, que nos marca, nos faz relembrar, nos deixa calmo, com saudades e bravos até.
Eu sinto saudades de alguns cheiros.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O internacionalista Obama



5 DE NOVEMBRO DE 2008!

O DIA HISTÓRICO!

ANTES E DEPOIS DE BARACK OBAMA!

A HORA DA MUDANÇA!

BARREIRA RACIAL CAI!

INTERNACIONALISTA!

UMA NOVA GERAÇÃO DE UM LÍDER NOVO NUM MUNDO LIVRE!

Acontecimentos recentes nos Estados Unidos, ficarão na memória de um mundo que necessita de mudanças há muito tempo, um mundo velho, cansado dos seus lideres regionalistas que só almejam o status do poder.
Ao longo de vinte um meses, quando se iniciou a campanha do democrata Barack Obama, percebemos em seu discurso um homem preocupado com as verdadeiras grandes questões do território americano e do mundo, já que este se acostumou a ter os Estados Unidos como líder.
A imagem que Obama representa é de um homem forte, com um discurso coeso e limpo, intelectual, tirando de nossas mentes que um negro não pode também ser um estadista, internacionalista e dono de suas falas. É uma quebra de barreiras raciais. O que sentimos, é que não existem mais divisões, que todos somos um igual.
Na economia, teremos que ter paciência, pois, não será de um dia para outro que ele resolverá a ferida que herdou do governo atual, por que digo, “teremos”? Porque não adianta nos cercarmos achando que não necessitamos dos acontecimentos do governo de lá, o mundo é interligado e todos estes refletem no mundo todo.
Nunca entendi o por que os negros sofrem tamanha discriminação e por que eram tidos como seres inferiores, sempre ficando com sobras do mundo, se você fizer uma linha do tempo, vai ver que tudo nasceu no continente antigo africano. Mas isso é passado, e não combina com o mundo moderno e globalizado em que vivemos hoje. Isso Obama já mostrou.
Sabemos que o mundo mudou, que existe um antes e depois, mas se tudo irá se estabilizar e se viveremos um período de ouro, só o futuro saberá. O que é claro é que temos que plantar direito para colher uma safra boa, e isso Obama já sabe.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

...Então eu caí nos braços de Calipso...

A beleza de Moacir Santos.

Que nos descobrimos nas músicas e nos surpreendemos com ela, isso não é novidade, mas uma coisa me cativou ainda mais, buscando algo de novo para baixar nos blogs da vida relacionado à música, eis que encontro um tal de Moacir Santos, dizia que ele era pernambucano e foi mestre de Baden Powell, daí pensei, como pode ter sido mestre de Powell e eu nunca antes ter notícias sobre esse tal Moacir? Baixei o disco dele, e assim que chegou, os nomes das faixas eram no mínimo curiosos, esses, tinham o nome de “Coisa Nº 4”, na primeira faixa, e assim sucessivamente até a última faixa, mas não em ordem numérica, “Coisa Nº 8”. Pensei, aposto que esses nomes foram colocados porque não sabiam o nome da faixa certo, fui então buscar informações na web, de tanto pesquisar, descobri que eram esses mesmo os nomes das faixas.
A curiosidade já estava a mil, era então adicionar na playlist e ouvir, mas que surpresa mais deliciosa, era uma das coisas mais bela que ouvira, um jazz misturado com bossa nova com algumas batidas da chamada "música africana", maravilha.
Buscando informações sobre Moacir, descobri muito pouco, pouco se tem desse grande mestre, mas o que é fato, enquanto os norte-americanos achavam que tinha revolucionado a música de lá com o jazz, nós aqui já tínhamos Moacir Santos.


Vocês não me entendem?!

Tenho por hábito, não deixar no nick do msn o meu nome, então normalmente deixo nome de artista que gosto, frases de filmes, trechos de alguma música preferida, trechos de livros e entre outras coisas, esses dias coloquei um trecho da música “Porto Alegre”, de Adriana Calcanhoto, a frase é a seguinte: “então eu caí, nos braços de Calipso”, pronto... no mesmo instante que mudei o meu nick, várias pessoas do meu contato por lá vieram me perguntar se eu estava ouvindo Calypso [a banda do norte], outros vieram com brincadeiras do tipo, colocando frases das músicas de Joelma, enfim, meus contatos se assustaram, mas o que eles mal sabem é que Calipso que Adriana Calcanhoto se refere na canção, e a qual usei no nick, é uma ninfa do mar que retardou Odysseus em ilha dela durante 7 anos, daí a bela letra de Adriana que você pode conferir aqui. Fico tão triste quando não entendem os meus nicks. =/