sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

bom passeio.

a melancolia em seu olhar me trouxe até aqui.

domingo, 25 de outubro de 2009

No escurinho do meu quarto.

Estou numa maratona de filmes que fazia tempo não tinha. Agora que voltei a ter a conta no site ‘makingoff’ graças ao @andreydonelli, estou baixando muita coisa. Coitado do meu hd que vai super lotar novamente [oi, @diegodug].
Dos filmes que assisti destaco três em especial: “Antichrist” de Lars von Treier, “La belle personne” de Christophe Honoré e “Nome Próprio” de Murilo Salles.

Antichrist foi muito criticado pelo excesso de violência e sexo nas cenas e em como o tema foi abordado pelo diretor. O filme conta a história de um casal que após perder o seu filho [ainda bebê], se isolam numa floresta sinistra onde ali se deparam com o inesperado e tenso desenrolar da história. O filme tem uma fotografia tensa, uma trilha sonora clássica que casa corretamente com os acontecimentos do filme e um entrosamento muito bom entre os atores. Como já é sabido eu sempre discordo das criticas, aqui não seria diferente. O filme me agradou muito sim e me levou em algo novo que fazia tempo não via em filmes, pra mim não é problema nenhum ver o diretor “vomitar” na telona tudo o que normalmente a quem assisti não gosta de ver.

La Belle Personne do Honoré é o meu preferido, diferente de Antichrist, já li muita coisa boa sobre este. A história se foca entre quatro personagens, são três alunos e um professor que dentro de uma escola com aspectos rústicos e mal acabados se desenrola o roteiro e nisso Honoré é craque. A personagem central da história se muda para essa escola e chama atenção de quase todos entre esses do professor de história [Louis Garrel, só em filmes do Honoré, né. Rs.]. Surge um relacionamento delicado e lírico entre eles. O que mais me chamou atenção no filme é a maneira com que Honoré usou a câmera, se aproximando profundamente do rosto da personagem onde faz com que nos apaixonemos por ela, a fotografia “seca” e escura dando uma melancolia sofrida juntamente com as expressões que a personagem usa quase em todo o filme. É um longa curto que foi feito para ser exibido na televisão francesa, e esse é um outro triunfo do filme, se a história se alongasse muito, ia perder o seu charme. Há muitas cenas que eu gosto muito, mas tem uma em que a câmera começa a “paquerar” a personagem num café em que ela entra pra se esconder da chuva que deixa a gente até atordoado de tanta beleza e poesia.

Nome Próprio é um filme tenso, centra na história de Camila que saí de sua cidade natal e vem embora pra São Paulo onde se “enrola” completamente em vários acontecimentos, com isso faz com que ela se canse da figura humana e passe a desprezar e usa esses pra seu beneficio. Nem por isso ela se torna uma personagem “mal caráter” e sim ela é verdadeira em suas opiniões e atitudes. Como o próprio cinema, a literatura e a arte em modo geral mostra que é na dor que normalmente nasce à criatividade, Camila usa uma ferramenta que era uma novidade na época que é o blog e os e-mails para expressar o que estava acontecendo com ela e as mudanças em sua volta. São cenas lindas que mostra ela digitando em seu blog e vai aparecendo em forma de letras na tela os seus versos e contos. A maneira em que o diretor usa a câmera também é impar, focando pontos importantes que valorizam mais ainda a história.

ps: percebe-se que usei muito a palvra "tenso", rssss... mas essa tensão são reais mesmo nas histórias.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Um Outubro bom.

Sábado, 4 horas da manhã, acordo com a maior vontade do mundo. Tomo aquele banho, visto a minha melhor roupa, passo o meu melhor perfume, tomo um café forte, escovo os dentes pego a minha mala, me despeço dos meus e vou matar a minha saudade.
Chego à cidade e no local combinado um pouco atrasado [aqui não relatarei o motivo do atraso]. Do vidro do ônibus já avisto o meu amor, desço as escadas e vou ao seu sentido. Aperto a sua mão com uma vontade enorme de abraçá-lo e beijá-lo, mas me contenho.
Percorrendo o caminho que dava até o hotel, falamos da viagem que ambos fizemos, eu um pouco nervoso com a presença dele, ele, com aquele pequeno olhar o mais fofo do mundo.
No hall do hotel acertamos os últimos acertos e entramos no elevador. Pego em sua mão e ele diz "tem câmeras por aqui?". Quando dei por mim já estava beijando-o loucamente na cama confortável do quarto, uma explosão de sentimentos e saudades, recordações e expectativas de como seria aquele fim de semana.
A vida às vezes nos reserva surpresas maravilhosas.
A fome faz com que paremos, alimentamos o corpo, pois ele é a moradia do nosso amor.
O amor deu um tempo.
Saímos pela cidade, ele acha a cidade um charme, eu fico feliz.
À noite faz um frio comum no lugar onde tudo se torna maior ainda.
As ruas não mais são as mesmas. Elas cheiram a kaiak.
O amor não agüentou mais esperar, e fez-se a sua vontade.
Acordamos com um dia 'sinzento' e triste, era o nosso último dia juntos. Chovia muito e o nosso café da manhã foi um pouco amargo. Permanecemos os últimos instantes no quarto, a tv ligada sem sentido. A chuva nunca que para, parecendo colaborar com a nossa imensa vontade de não mais sair daquele lugar que foi tão nosso por um período tão longo e curto.
Não podemos mais adiar a realidade dos fatos.
A vida às vezes nos reserva surpresas desagradáveis.
23:05 horas da noite de segunda-feira, ele entra no ônibus de vidro escuro, não mais posso vê-lo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

amor in love.

o amor é como uma tarde chuvosa acompanhada de bolinhos de chuva.
o amor são o sol e a lua juntos, o dia e a noite.
o amor faz com que 24 horas sejam 24 segundos, e por isso o amor se entristece.
o amor não quer amanhecer.
o amor não quer o último beijo, não permite despedidas.
o amor se nega a dar o último olhar, ele quer olhar sempre.
o amor faz com que suportemos distâncias e ausências.
o amor não quer não, apenas sim. o sim é o seu alimento mais precioso.
o amor sente ciúmes, esperneia, se entristece. apenas nas horas em que o amor sabe, ter ele razão.
o amor é calmo, sereno, suporta, suporta; o escuro, a chuva, a tormenta.
o amor não quer parar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Advertência (?)

É claro que existe o que realmente é bom, e o que realmente é ruim.
Uma pessoa esclarecida e com opinião própria, sabe discernir tais questões e separar para a sua vida esses itens.
Você ir numa sala de cinema, ter aquele prazer de assistir um filme que escolheu dias ou até mesmo semanas antes, é uma afirmação que o filme é bom para você, porém ele pode não ser para a pessoa que está na sala de exibição ao lado vendo outro filme, e que passou pelo mesmo ritual que você.
“Gosto não se discute”, já diz o ditado. Mas o que é realmente bom, sim, é discutível. Se você é essa pessoa esclarecida e tem um gosto formado e um estilo cultural que já segue há um tempo, irá saber separar o lixo cultural lançado com intuito de arrecadar cifras de dinheiro da obra prima que será comentado o ano todo. Nem por isso essa obra vai render menos dinheiro, mas não foi essa a proposta inicial. Normalmente é assim.
Há uma questão relevante, temos que ter uma opinião formada sobre algo para podermos criticar, e isso amigo, é preto no branco, você vai ter que assistir ao filme que leu a sinopse e sabe que não vai agradar, vai ter que ouvir aquele cd novo que todos estão comentando daquele cantor/banda que você desdenha, porém isso você fara somente no caso de querer “dar” um de critico no seu blog pessoal, twitter e ou com os seus amigos.
Outra questão são os críticos “calejados” aqueles que já tempo lidam com isso, trabalham e ganham para apontar “erros” e “acertos”. Tem aqueles em que você tem uma simpatia, conhece a sua formação e então, não é tão reticente com relação a critica dele, porém muito cuidado para não cair nas armadilhas daqueles que já estão enjoados daquilo que fazem e só o fazem pelo pão de cada dia. Esses você precisa pensar muito para não cair no que escrevem.
Normalmente tudo não presta ou tudo presta.

domingo, 27 de setembro de 2009

disappeared

o amor entrou pela porta, e a criatividade se foi pela janela.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

picodelle doce

Você diz pra sua cabeça não fazer mais aquilo, e mesmo assim ela faz. Ela é a culpada de toda a desgraça que aconteceu nos últimos tempos em vida. Quando o seu coração está em paz com o seu amor, a sua cabeça não se sabe o por quê, vive de birras com ele.
Adiantaram as longas conversas que você teve com ela noite adentro? As batidas que você deu nela, a deixou zonza e sem agir, mas isso durou tão pouco...
Como pode a cabeça vencer o coração? Por ser o coração tão pequeno?
Mas não, a cabeça não venceu o coração.
Chegou um dia que você não aguentou e disse tanto pra cabeça quanto pro coração, que quem manda é você. Você tomou as rédeas em sua vida.
E no final de tudo, a cabeça e coração cansados da rivalidade, entraram em um acordo em que de tempo em tempo uma saía de cena para a outra reinar absoluta.