sábado, 2 de maio de 2009

Adiante?

As palavras ficam guardadas num cantinho. Uma frase, atrás de outra frase, atrás de outras frases. O texto fica guardado num cantinho. Uma página de texto fica guardada, outra página, muitas páginas. Um livro.
Um livro interessa a muitos, um livro não interessa a muitos.
Um livro interessou a uma pessoa de importância enorme, e essa pessoa espalhou que o livro era interessante, espalhou-se que o livro era interessante entre a multidão, a multidão interessada no que a pessoa de “importância enorme” disse, resolveu achar que o livro também era interessante. Hoje, o livro está amontoado num cantinho.
Uma história foi contada a uma pessoa há muito tempo, e essa história, vamos chamá-la de historinha, não por ser ela uma história de pouca importância, não, mas por se tratar de uma pequena história. E essa pessoa que ouviu essa historinha passou pra outra pessoa, que passou pra outra e que passou pra outra adiante, até que essa historinha é lembrada até os dias atuais.

O que é importante para mim, pode não ser para você. Mas, muito do que não é importante para mim, é importante para muitos.
“Muito dos que vivem, merecem morrer. E muito dos que morrem, merecem viver.” – Tolkien.

A vida é feita de pequenos desajustes e de pequenos ajustes. De grandes conquistas, porém feitas por pequenos atos. A história que chegou até você, e ela você tem como verdade absoluta, pôde ser iniciada por pequenas confusões de palavras.
“Maldito o homem que confia no homem.” – João 5:7

Muitas das coisas não acontecem porque achamos que são erradas. Que não condiz com o nosso aprendizado de “certo” e “errado”. Muitas das opiniões que temos, deixamos escondidinhas dentro de nós, por acharmos que não devemos ter, defender e dizer.
Muitos deixaram de ser o que realmente são, para viver no conforto da mentira.
Ideias são abandonadas, caminhos certos, porém tumultuados são deixados de caminhar, abraços são deixados de abraçar, beijos são deixados de beijar, sorrisos são deixados de sorrir. E por quê?
“Tuas ideias não correspondem aos fatos.” – Cazuza

Eu não deixo para depois, eu deixo para depois. Eu não sou, eu sou. Não fui eu. Fui, eu. Quero te beijar. Ele nunca disse para ele que quis beijá-lo.
- Eu não quero acordar hoje. - Sim, você tem que acordar.
- Eu quero ficar. - Não, você tem que ir.
Temos que mudar rotinas, não seguir mais pelo mesmo caminho de sempre. Errar mais e não ter medo disso. Admitir os erros.
Cansei de tudo, cansei até de cansar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Deixar de SER você!

Andando pela rua cabisbaixo, até que uma hora você se depara com a sua própria imagem refletida num espelho. Começa a se perguntar que imagem é aquela que vê em sua frente. Num momento você sente que não se conhece e não conhece nada ao seu redor, joga fora o maço de cigarros, tira o moletom porque sente calor, e sente necessidade de algo que nunca teve, mas que sente ser preciso.
Você continua andando, e perguntas antes que nunca haviam povoado a sua cabeça, começam a lhe perturbar. Músicas que antes eram agradáveis, agora são insuportáveis. Você sente sede. Mas não de água, também de água, mas a sede é de algo mais, algo que você nunca teve, que você nunca almejou, que você até então nem lembrava ter necessidade.
A canseira bate em seu corpo, você procura um lugar pra se sentar, mas não um qualquer, os seus olhos encontram um lugar agradável. Mesmo assim, não é o que você quer.
Seus desejos são outros, a realidade não condiz mais com o que você se tornou, mas como chegou nesse estado? Apenas a sua imagem refletida lhe fez acordar pra que você se tornou em tão pouco tempo?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Caetaneando.

E a viagem pelo mundo musical continua super bem, obrigado.

Tem uma letra de uma música que me empolgou um tanto. A música se chama “o que será que te excita?”, do grupo carioca, Doces Cariocas. A letra pra mim, tem várias leituras, tem uma parte da letra que diz o seguinte: “o que será que te excita, bonecos de vitalino ou louças chinesas?” Eu logo percebi uma leitura nessa frase, o que de fato te excita, será que você está se excitando por coisas que realmente valem a pena ser excitado? A outra parte diz o seguinte: “o que será que te domina, exército de Roma ou bomba de Hiroshima?” Aí eu consigo ter várias leituras e uma delas é: o que de fato nos domina? Somos dominados por sistemas que nos empoem medo e que nos deixam em prisões, se você ficar em um lugar terá exércitos e se correr de outra terão bombas.
Mas aí a música começa a ter um novo rumo e a letra segue junto, olha que frase mais excitante (risos): “o que será que te balança, o xote de Dom Quixote, ou o can-can (?) que a França dança?” O que nos balança nos dias de hoje? O que será que faz com que fiquemos todo excitado e balançado? Depende de cada um? E a frase, cai bem pra quem? É assim mesmo, não tem como não fazer esses questionamentos.
Aí vem uma frase que eu acho muito fofa: “o que será que te adormece, mágica no cabelo, ou um abraço que te aquece?” Num mundo todo sofisticado e cheio de opções, às vezes e quase sempre o básico e simples é o que realmente importa.
A letra segue com mais curiosidades, mas paro por aqui. Sim, você pode ter achado isso tudo babaquice. Mas, cada um vê e sente a letra e a música de uma maneira própria.

Bom, eu falei tanto de Caetano Veloso no meio do ano passado com as suas novidades e delícias como sempre, no show em que ele estava promovendo um dia por semana no Rio de Janeiro, para a criação junto com o seu público do novo cd. Pois bem, o cd se incorporou, ganhou braços, pernas, corpo num tudo, cresceu e já está por aí, encantando e desencantando, por que não?
Eu baixei logo que entrei online já hoje à tarde, e não esperava outra coisa a não ser o belo cd que ouvi. Algumas faixas que foram tão discutidos no blog pelo autor e seus seguidores (incluíndo eu) estão no cd. Outras que com certeza saíram da inquietação de Caetano, também estão lá. E como sempre é um Caetano que inova, que incomoda, que traí tudo o que ele defendeu outrora, mas que acima de tudo não deixa de ser o próprio.
Eu ouvi muito essa semana o cd “Transa”, e digo que é mais o meu estilo do que esse novo de nome bem curioso e digno de la Caetano, “Zii & Zie”. Não estou menosprezando, não. Apenas concluo o meu gosto e favor.
Tem uma música no cd “Transa”, chamada “Mora na Filosofia” com letra de Monsueto e Arnaldo Passos, que anda me dominando total, a música começa com um batuque discreto e com um solo de violão bem baixinho quase como um risquinho em nossos ouvidos que vai nos deixando melancólico, depois entra a voz de Caetano cantando baixinho e aumentando conforme a música ganha corpo e vida. É uma poesia só.
Eu estou numa vibe Caetano.

domingo, 12 de abril de 2009

Desejo de Marcelo D2.

Esses dias andando pela rua eu ouvi uma música de um carro que estava parado no sinaleiro, a música me chamou tanta atenção que até parei pra ouvir melhor. Chegando em casa, liguei o computador e fui até o site vagalume, digitei lá um trecho da música e logo ele me deu o nome dela, era uma música do Marcelo D2, chamada “Vai Vendo”, descoberto o nome, coloquei pra baixar. Chegado o dowload, bora ouvir. Como todos sabem, o que ouvimos no winamp ou similares é visível no messenger, e como estava logado lá, pronto, choveu de pessoas me censurando pela tal música que estava ouvindo.
No mesmo momento me ocorreu um questionamento: qual é o problema em ouvir Marcelo D2? Qual é o problema em ouvir o que sentimos vontade de ouvir? E no mesmo questionamento, me veio à resposta, nenhum problema.
As pessoas estão tão habituadas com o que ouvimos, com a maneira em que agimos, que quando saí algo do convencional, elas assustam e nos censuram.
Estamos em constante mudança, as pessoas tem que saber lidar com isso e aceitar essas que ocorrem aos seus e em você próprio.
Nada impede que eu ouça um estilo de som completamente diferente do que eu estou habituado a ouvir. Nada o impede também.
Você é a soma de suas ações, você é o que sente. Não se censure e se esconda por ouvir essa ou aquela música, por ver esse ou aquele filme, por tomar uma atitude completamente diferente e fora das que você está acostumado a tomar. Aceite as mudanças que ocorrem em você numa boa.
Se você recusar isso, vai vestir máscaras pro resto de sua vida.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Wake Up, e fim.

Quando ele se materializou em realidade, tive medo e me acovardei.
Sou cheio de medo e receio, e isso me aprisiona e me deixa acorrentado a algo que nem ao certo sei o por que.

Nem sei como adjetivar mais.
Já esperava um show perfeito, com todo esse tempo ouvindo Radiohead, não tinha nenhuma dúvida de que seria exatamente do jeito que presenciei.
A iluminação, o som claro e perfeito, a sincronização e harmonia da banda, a escolha das músicas, as câmeras que focavam até as pupilas e alma de Thom Yorke. As lágrimas não ficaram mais guardadas em mim, a partir do momento que a banda começou a fazer Karma Police e o Thom se embalou ao coro que fazíamos, as lágrimas saltaram dos meus olhos.
Não haverá nada parecido, tenho dito.

Ando tão relaxado com as minhas leituras, mas agora passado o show e à ansiedade, com certeza vou conseguir me concentrar mais e ler alguma revista e me aventurar em um livro. Com a vinda do outono que já nos beneficia com dias mais frescos, o convite para um bom livro logo acontecerá.

Obs: os dois últimos posts, não me dizem mais nada.

ps: quero logo o filme “Onde vivem os Monstros”, por favor que venha a estreia.

ps 2: ainda falando em filmes: cansei da demora no lançamento de Harry Potter, puft. Povo mais enrolado.

sábado, 7 de março de 2009

I loved you first [2].

Queria que me desse mais sorrisos, queria pegar mais na mão, fazer carícias.
Queria ouvir mais a voz, queria mais tempo com ele.
Queria mais receptividades, mais vontade.
É horrível não ter os mesmos sentimentos e vontades.
É difícil encarar a realidade.
É complicado deixar a razão falar na frente do coração.
Não quero isso, prefiro sofrer com o coração aliado do quê com a razão batendo em minha porta, dizendo: “acorda”.

terça-feira, 3 de março de 2009

I loved you first.

Xingamentos em vão. Não adianta, não vou recuar. Tu com certeza está cego, alguém te roubou a lucidez dos loucos.
A minha embriagues é para ti, não por causa de ti. Diferente de muitos, a bebida não me é vergonha alguma.
Os poemas estão empilhados num canto acumulando pó, anotações existem perdidas em todos os lugares que até estão usando por aí. Quem sabe não fiz de propósito para chegar de qualquer forma diante de ti.
Soube das máscaras que tem usado para eu não te encontrar, não adianta, mudou o perfume para que mesmo de longe eu não saiba que és tu. Nada disso adianta, existe uma seta que me indica e faz com que eu vá em tua direção, mesmo não sabendo mais nada de ti.
Não te assuste quando andando pela rua, te deparar num muro qualquer um poema, rabisco, lembrete, dizendo que eu fui o primeiro a me apaixonar verdadeiramente por ti.

Soube que máscaras te consolam.
Soube que máscaras te consolam.