sábado, 18 de outubro de 2008

Labiata

Um artista que se mostra interessante!

Lenine me cativou, nunca fui de ouvir nada dele, mas ontem assistindo sua entrevista no programa do Jô, senti necessidade das coisas dele. Mas, o que primeiramente me chamou a atenção fora à persona que Lenine se mostrou, um ser que está ligado em novas tendências, que cultiva uma vida simples em uma casa de campo rodeado da família, que tem gostos nobres, como, ter um orquidário com mais de duas mil e quinhentas espécies e a delicadeza dele com a vida.
Viramos fã de um artista não só pelo trabalho que ele faz, e sim também, pela pessoa que ele é fora do trabalho, por isso que estes tem que cuidar sim de sua imagem, pois logo, o artista vira referência para o seu fã.
O novo trabalho do Lenine é muito lindo, junto com o tradicional e já velho cd, o trabalho traz junto um disco de vinil, e um pen drive de um giga que tem os bastidores da gravação.
Ele disse ao Jô que o cd é o passado, que o pen drive é o presente e o disco de vinil, o futuro, concordo com ele, como Thom Yorke, ele está à frente das coisas.
Ouvindo o disco, digo que gostei muito, do jeito diferente que ele dá no violão, com batidinhas de mão na madeira deste, sons inovadores em algumas faixas, como: raspar as unhas na calça jeans, que dá um som maravilhoso, mas a introdução da guitarra em algumas faixas me deixou um pouco “estranhado”.
Para conferir o novo trabalho que tem o nome de Labiata, você baixa aqui, e para ver o site do Lenine, você confere aqui.
É sempre bom conhecer sons novos, e fazia tempo que um artista tupiniquim não me encantava como Lenine.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Playground para gente grande.


“Nossas artes foram instituídas, e seus tipos e usos fixados, num momento bem diferente do nosso, por pessoas cujo poder de ação sobre as coisas era insignificante perto do que temos hoje. Mas o surpreendente crescimento de nossos meios, a maleabilidade e precisão que alcançam, as idéias e hábitos que introduzem nos garantem mudanças próximas e profundas na antiga indústria do Belo”.

Palavras de Paul Valéry em A conquista da Ubiqüidade [com trema?]


Imagine você vai a uma exposição de artes plásticas e se depara com um escorregador no meio do salão? E esse escorregador não é ele para ficar só exposto não, e sim para o seu bel prazer, usar e se divertir.
Essa é a mais nova idéia do curador Ivo Mesquita da 28ª Bienal de São Paulo, que trouxe esse trabalho belíssimo do artista plástico belga Carsten Höller para a nova exposição. É a arte evoluindo, onde antes você via de longe e sem poder tocar, hoje você pode interagir com ela.
Pelo que ando acompanhando, a Bienal desse ano está com essa e outras grandes novidades que irá fazer com que o público sinta realmente a arte.
O Ivo quer com isso trazer mais o cidadão comum para dentro dos museus, tirar a imagem fria que muitos tem quando se fala em “visitar um museu”, e ele foi feliz com isso, de nada vale a obra se o povo não interage com ela, pouco ou nada sabe sobre.
Somos felizes em nos ver em uma obra de arte, e arte está aí, para ser vista e hoje corrigindo, interagida.

Onde e Quando 28ª Bienal de São Paulo — Em Vivo Contato. Fundação Bienal (Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera, portão 3, São Paulo, SP, tel. 0++/11/5576-7600). De 26/10 a 6/12. De 3ª a dom., das 10h às 22h. Grátis.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

uau, yes.

A um bom tempo ouvia sujestões de meus amigos para baixar a série Skins, mas como não sou fã de baixar séries, filmes e músicas, como bem sabem todos, nunca ia atrás, tá bom que o rapidshare, 4shared e megaupload está bem legal para lidar com eles e podemos confiar bastante nos arquivos que vem de lá. Mas a idéia de baixar, vereficar o arquivo e ver que não está correto as tags ou até mesmo não ser o que a princípio dizia ser, me deixava tenebroso.
Certa vez procurando CocoRosie para baixar, encontro o arquivo supostamente certinho e com os nomes das faixas disponíveis, coloco para rodar o dowload, quando chega este e ponho para ouvir, uma voz completamente diferente da que eu conheço começa a cantar, acho estranho, vou então e clico em auto tag no winamp que automaticamente começa a procurar na web a tag certa, e eis que aparece corrigido, uma outra faixa de um outro artista que não lembrava nem um pouco CocoRosie. Excluí o arquivo no mesmo momento.

Bom, voltando na pauta desse texto, de tanto alarme, de até ler na coluna do Lúcio Ribeiro sobre Skins, e vir um amigo meu e recomendar para baixar, vai a pessoa aqui e acabada baixando, tive problemas no início, mas achei um site interessante que tem todos os arquivos certinhos lá.
A série teen é ótima, tem uma fotografia leve, toca músicas que gostamos e é ela toda moderninha.
Aparecem por lá jovens reais do nosso cotidiano, famílias a beira do colapso e que falam palavrões sim, o jovem “gay” que é aceito pelos amigos, o drogado que também tem uma aceitação bacana do grupo, tem um caso com uma professora e que logo no início da temporada é abandonado sozinho pela mãe em sua casa. Tomem nota, a droga é relatada na série não como um problema social e sim como um elemento a mais para a diversão dos jovens, inédito.
Tem a “gostosinha” que é ignorada pelo “garanhão” que por sua vez nutre um amor escondido pelo melhor amigo, este é a cobaia do grupo e tem problemas com os estudos e é virgem, tem a garota “auto-ajuda” pronta para ajudar, mas que corre da situação assim que ela se complica total, a problemática que adora as coisas tudo arrumada, sofre de distúrbio alimentares e ama sem ser correspondida, uma garota que mal fala, um mulçumano preocupado com as leis de Deu mas que "vai onde a galera vai".
É um grupo de jovens que correspondem com a realidade e não uma série pincelada “o mundo é maravilhoso”, como estamos habituados a ver.
Estou revendo os episódios, mas sei que a galera aí está plugada na net esperando a nova temporada.
As personagens da série é claro tem outros adjetivos e qualidades, mas interessante é assistir a série e não falar aqui.
Vou colocar o link do site para os interessados, tem que se cadastrar nele, é simples, assim feito é disponibilizado o arquivo.

aqui: baixar arquivo

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Forth

À volta do grupo britânico The Verve veio na hora exata, ouvindo o novo cd, sinto algo de inovador e feliz, acho que é isso que a banda está se sentindo após longo tempo sem lançar algo novo e também o retorno do grupo como banda.
Quando uma banda muito querida nossa anuncia o fim, ficamos desolados, mas quando dizem que vão voltar, em primeiro instante temos receio, pois logo indagamos como será esse retorno, mas a ansiedade supera o receio.
O cd é muito bom, pitadas alternativas em algumas faixas e vintage pop em outras. Eles voltaram em sua melhor fase.
A capa do disco assim como o nome Forth, já diz que podemos sim esperar um ótimo cd, para mim é o melhor lançamento de 2008.

Faixas:

01. Sit And Wonder
02. Love Is Noise
03. Rather Be
04. Judas
05. Numbness
06. I See Houses
07. Noise Epic
08. Valium Skies
09. Columbo
10. Appalachian Springs


baixar disco

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Caiu um príncipe em minha vida.

Quando começamos a ler o pequeno príncipe, logo deparamos com as mensagens e assuntos que se encaixam perfeitamente com o nosso cotidiano. Concluímos o quanto deixamos de lado um mundo belo e inocente que um dia existiu em nós. Agora se ele existe ainda em você, conserve.
Ao perguntar aos amigos sobre o pequeno, alguns respondem que a história é linda e que entenderam as mensagens que nela há, mas outros falam que mal conseguem passar das primeiras páginas, aí então fico triste, pois este perdeu o belo e o inocente que havia nele.


Eu estava orgulhoso de lhe comunicar que eu voava. Então ele exclamou:
- Como? Tu caíste do céu?

É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba o toalete de manhã, começa com cuidado a fazer o toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução.

- Que quer dizer “cativar”? Disse o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços”.

Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... E eu creio que ela me cativou...

Ele riu mais uma vez.
- E quando te houveres consolo (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres como amigo. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir”. E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem.




Esta é, para mim, a mais bela paisagem do mundo, e também a mais triste. Foi aqui que o principezinho apareceu na terra, e desapareceu depois.
Olhem atentamente a paisagem para que estejam certos de reconhecê-la, se viajarem um dia a África, através do deserto. E se acontecer passarem por ali, eu lhes suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde quando interrogam, adivinharão quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste: escrevam-me depressa que ele voltou...

trechos do livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint- Exupéry

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Rugas [parte 2]

Bom, que sou um doido, louco e cheio de manias, todos os meus amigos já sabem. A minha mais nova “doidisse” foi implicar com os corações que tem no lat.fm, tipos, quando temos uma música que gostamos muito, vamos na página do last e adicionamos a faixa como nossa favorita e logo em seguida aparece um coração, muito meigo por sinal, mas aconteceu que eu impliquei com o coração. E olha, eu nem tinha muitas faixas como favorita, eram no máximo umas quarenta, tem usuários do last que tem mais de duzentos.
Não sei o que fazer com essas manias que tenho, sofro muito com digitais nos moveis, não só em casa, mas na casa dos outros também, não posso ver marcas de mãos neles que me dá nervos.
Meus amigos e eu jogamos cartas, e nesse jogo tem que colocar uma toalha na mesa para que as cartas não deslizem, e acredite, não posso ver a toalha sobrando muito para o meu lado e nem para o outro, ela tem que estar com os lados iguais. Chinelos, tênis, objetos num modo geral no chão do meu quarto me deixa “fudido” da vida, sofás desalinhados, quadros tortos, pia de louça parecendo república de jovens porcos, NÃO DÁ MESMO.
Ah, o resultado dos corações foi que de quarenta que tinha por lá, reduziu para dezesseis .
Devo deixar meus amigos e família querendo me matar. (risos).

Estou muito viciado em Peter Bjorn and John, as músicas deles andam falando de um modo especial comigo, a voz do Peter é perfeita demais, as batidas das canções são originais e despojadas, são três faixas que mais me tocam no coração, são elas: money, objects of my affection e far away, by my side, cara, são músicas perfeitas demais. O interessante em mim é que tenho fases de ouvir uma banda ou músico sem parar, mas sempre acabo voltando em meus vícios, que são: Björk, Radiohead e agora Peter B. and John.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mamãe diz que vem um temporal por aí.

Quando ao longe nossa mãe avista um grande temporal, ela logo cuida de recolher as roupas do varal, fecha-se às portas e janelas da casa e ali dentro parece ser o lugar mais seguro do mundo.

Com o medo de uma grande recessão na economia americana as autoridades de lá fazem de um tudo para não ocorrer o desastre que aconteceu há 80 anos atrás, a chamada “depressão dos anos 30”, onde mais de mil bancos americanos quebraram, a taxa de desemprego batia recorde e o povo andara pelas ruas atrás de comida.
O nosso governo tenta fechar o Brasil com medo que esse temporal invada todo o país, mas na era da globalização o mesmo temporal que destrói a casa americana destrói a casa brasileira também. Com o vício de que os Estados Unidos é o centro do mundo financeiro, o que não vai bem lá conseqüentemente não vai bem no resto do mundo, aqui a comitiva Lula anda dando recados ao povo de que o serviço de casa está sendo feito, dizem eles que não há perigo de risco para o bom desempenho de nossa economia.
Não é bem assim que acontece, o mesmo dinheiro que tenho no bolso, logo será o mesmo que estará no bolso de um norte americano, o que se compra aqui será vendido lá, esse é o nosso mercado globalizado, não existe um lugar protegido chamado Brasil. De nada adianta trabalharmos bem aqui e lá do outro lado nem levantarem para trabalhar.
Que tudo é globalizado e interligado, isso é fato e não se volta atrás, para se viver bem hoje em dia, um país tem que ter um mercado aberto e de livre acesso, mas como sair desse circulo vicioso que é a dependência dos Estados Unidos? Essa pergunta garanto a você todo mundo faz.
O nosso papel como cidadão comum é gastar menos e poupar mais, aquele iphone que você está louco para comprar deverá esperar um pouco, devemos gastar com coisas que realmente temos precisão, estou vendo alguém torcer o nariz, sei que é coisa de outro mundo, que parece ser um problema que nada tem haver com você, mas acredite, você é globalizado sim e está interligado nisso tudo, então cuide de fechar toda a casa que vem aí um grande temporal.